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Este Blog é um instrumento estratégico para o cumprimento do Ide de Jesus, como em Marcos 16:15

Família Gileade

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domingo, 1 de dezembro de 2013

CULTO ROSA 2013

Vinde após Mim, e Eu vos farei pescadores de homens (Mt 4.19). 


A cena é rica em simbolismo. A pesca significa a missão e ação que os discípulos devem realizar em atenção a Palavra de Jesus. As redes simbolizam a unidade, comunhão e compromisso daqueles que estão dispostos a fazer acontecer o sonho de Deus.
















sexta-feira, 29 de novembro de 2013

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

DEUS SEMPRE SUPERA AS NOSSAS MELHORES EXPECTATIVAS.






Havia, no alto da montanha, três pequenas árvores que sonhavam
com o que seriam depois de grandes...


 A primeira, olhando as estrelas, disse:
- Eu quero ser o baú mais precioso do mundo, cheio de tesouros.
Para tal, até me disponho a ser cortada.





 A segunda olhou para o riacho e suspirou:
- Eu quero ser um grande navio para transportar reis e rainhas.


A terceira árvore olhou o vale e disse:
- Eu quero ficar aqui no alto da montanha e crescer tanto que,
as pessoas ao olharem para mim, levantem seus olhos e pensem em Deus.







A primeira árvore acabou sendo transformada num
cocho de animais,
coberto de feno.



A segunda virou um simples e pequeno barco de pesca,
carregando pessoas e peixes todos os dias.





E a terceira, mesmo sonhando em ficar no alto da montanha,
acabou
cortada em altas vigas e colocada de lado em um depósito.

E todas as três se perguntavam desiludidas e tristes:
- Para que isso?

Mas, numa certa noite, cheia de luz e de estrelas, onde havia
mil melodias no ar
, uma jovem mulher colocou seu neném
recém-nascido naquele cocho de animais
.
E de repente, a primeira árvore percebeu que continha o
maior tesouro do mundo!


A segunda árvore, anos mais tarde, acabou transportando
um homem que acabou dormindo no barco,
mas
quando a tempestade quase afundou o pequeno barco, o
homem se levantou e disse: "PAZ"!


E num relance, a segunda árvore entendeu que estava carregando
o rei dos céus e da terra.

Tempos mais tarde, numa sexta-feira, a terceira árvore espantou-se
quando suas vigas foram unidas em forma de cruz e um homem
foi pregado nela.
Logo, sentiu-se horrível e cruel.


 Mas logo no Domingo, o mundo vibrou de alegria e a terceira
árvore entendeu que nela havia sido pregado um homem para
salvação da humanidade, e que as pessoas sempre se lembrariam
de Deus e de seu filho Jesus Cristo ao olharem para ela.


As árvores haviam tido sonhos...
Mas as suas realizações foram mil vezes melhores e mais sábias
do que haviam imaginado.


Temos os nossos sonhos e nossos planos que, por vezes, não
coincidem com os planos que Deus tem para nós; e, quase
sempre, somos surpreendidos com a
SUA generosidade e misericórdia.
É importante compreendermos que tudo vem de Deus, acreditarmos, termos fé, pois Ele sabe muito bem o que é melhor para cada um de nós...

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Fé Como Um Grão de Mostarda


"Respondeu-lhe o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar; e ela vos obedecerá" (Lc 17.6).


"Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível" (Mt 17.20).
Que pensamentos e emoções invadem o nosso coração quando lemos essas afirmações do Senhor Jesus? Estamos de fato firmemente convictos de que isso se cumprirá literalmente com uma ordem nossa, fazendo uma amoreira ou um monte se transplantarem de um lugar a outro? Ou reagimos justamente ao contrário, simplesmente rejeitando essas afirmações e dizendo que isso não é possível?

Infelizmente, são justamente essas afirmações de Jesus que criam em muitos crentes uma sensação de fraqueza interior, pois quase automaticamente vem o pensamento: "isso não é possível!" Pelas leis da natureza, infelizmente, é o que acontece com essas passagens das Escrituras; em princípio, sempre despertam dúvida e incredulidade, levando-nos à humilhante constatação de que não entendemos direito o que a Palavra quer nos dizer.

Por isso empenhemo-nos para entender qual é, afinal, o sentido espiritual mais profundo das palavras de Jesus especialmente em Mateus 17.20.

Em primeiro lugar, quero dizer que em nosso texto: "Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível", não se trata de uma grande fé, mas de uma grande façanha, de um ato grandioso! Essa afirmação é totalmente contrária à interpretação tradicional que sempre fala de uma fé tão grande que muda um monte de lugar. Mas repito: aqui prioritariamente não se trata de uma grande fé, mas de uma grande ação pela fé!

Afinal, que fé é esta, que pode ter um efeito tão impressionante como o deslocamento de um monte? Será que é uma fé imensa, sistemática, objetiva, planejada, convincente, que não vê empecilhos, e que de maneira soberana supera tudo o que atravessa o seu caminho? Uma fé que move montanhas evidentemente poderia ter tais características. Mas o Senhor Jesus não fala de uma fé desse tipo. Então, que fé é esta, que tem – como Jesus expressa figuradamente – a condição de transferir montes? A esta fé capaz de fazer grandes façanhas, o Senhor Jesus chama de:
Fé como um grão de mostarda



"Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível". O que é um grão de mostarda? Em Marcos 4.31, ele é chamado de "...a menor de todas as sementes sobre a terra". De fato ele tem um diâmetro de apenas 0,95 -1,1 mm. Esse pequeno grão de semente, que tem de ser observado com uma lente se quisermos vê-lo nitidamente, é considerado pelo Senhor como exemplo para uma fé que é capaz de mover montanhas.

Por que Jesus considera justamente esse pequeno grão de mostarda como exemplo para uma fé pela qual podem acontecer grandes coisas? Pelo fato desse pequeno grão de semente ser capaz de ilustrar o que significa transportar montes. Esse grão de semente extremamente pequeno, que quase não pode ser visto a olho nu, no espaço de um ano se transforma num grande arbusto, numa pequena árvore com galhos de cerca de 2,5 a 3 metros. Portanto, como são diminutos os pré-requisitos para um resultado tão grande num minúsculo grão de semente, onde aparentemente nada existia. No entanto, justamente estas condições mínimas são um exemplo que o Senhor usa para ilustrar uma fé que é suficiente para remover montanhas! Essa "fé como um grão de mostarda" não aponta de maneira clara para a nossa fé, que muitas vezes é tão fraca e pequena? Com isso, de maneira alguma quero desculpar nossa repetida incredulidade dizendo simplesmente: afinal, só tenho uma fé bem pequena, como um grão de mostarda! Quero lembrar que muitos de nós, repetidas vezes, já tivemos a impressão de que nossa fé era assim tão pequena e insignificante, e isso pode provocar dificuldades consideráveis. Assim mesmo, essa é justamente a pequena fé, quase imperceptível, que, segundo as palavras de Jesus, tem o poder de transpor montes.
É necessário mudar o raciocínio!



Será que, às vezes, não imaginamos algo errado quando pensamos na fé que precisamos ter para viver como cristãos verdadeiros? Todos nós nos defrontamos diariamente com situações, perguntas e problemas que se avolumam como montes. Não é justamente nesses momentos que aspiramos de todo o coração ter mais fé, ter uma fé maior, a fim de vencermos tudo isso? É justamente aí que muitos precisam aprender a mudar o raciocínio, pois Jesus diz: "Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá!" Em outras palavras: nossa fé não necessita ser particularmente grande para transferir montes – simplesmente é suficiente "termos fé".

Se o grão de mostarda tivesse a possibilidade de olhar para si mesmo e conseguisse se enxergar, teria tudo para desanimar, pois em si mesmo não teria nada a apresentar. E assim é também, muitas vezes, em nossa vida: olhamos para nós e vemos uma fé relativamente pequena, limitada, e então ficamos desanimados. Mas o grão de mostarda não faz isso. Ele não olha para si mesmo para então desanimar. Não, ele simplesmente se deixa plantar na terra, ali começa a crescer, e finalmente se torna aquilo que deve ser, ou seja, uma árvore em cujos ramos "aninharam-se as aves do céu" (Lc 13.19).

Ao mesmo tempo é de se considerar que o grão de mostarda não se torna uma árvore porque empreendeu grandes esforços, mas simplesmente porque torna ativo e aplica o que possui! Oh!, como seria bom se compreendêssemos hoje que, com todas as nossas fraquezas, dificuldades e tentações diárias, simplesmente podemos nos aquietar com fé infantil na mão de nosso Salvador! Que modificação isso provocaria em nossa vida espiritual!

Simplesmente creio que, muitas vezes, caímos no erro de ter conceitos errados acerca da fé. Na verdade, é a fé singela na obra consumada de Jesus Cristo que consegue nos levar adiante e que, a cada dia, nos conduz para uma comunhão mais profunda com o Cordeiro de Deus, e não o esforço da nossa alma em crer bastante.

Em nossa vida como cristãos não precisamos nos estender buscando novas formas e grandezas de fé, mas simplesmente ter e usar a fé pela qual fomos salvos, ou seja, a fé simples no Senhor Jesus Cristo. Nesse contexto, leia novamente o que Davi diz no Salmo 18.29: "Pois contigo desbarato exércitos, com o meu Deus salto muralhas". Ou veja também o que ele diz nos Salmos 60.12 e 108.13: "Em Deus faremos proezas, porque ele mesmo calca aos pés os nossos adversários". Essas afirmações testificam de uma fé poderosa e vencedora que Davi tinha? Eu penso que não, pois Davi era um homem com fraquezas e erros como nós. Ainda assim, esses versículos testemunham que Davi se agarrava com toda a simplicidade ao seu Deus e por meio dEle podia fazer grandes proezas.

Ou lembremos de 1 João 5.4: "Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé". Que fé é essa que vence o mundo? É uma fé poderosa, forte, que supera tudo? De modo algum! A fé que vence o mundo é a fé singela, que muitas vezes não se sente; é a fé sacudida e posta à prova, mas assim mesmo firmada no sangue reconciliador e salvador de Jesus Cristo! Isso é tudo! Essa fé não se apóia no que sentimos ou percebemos, mas naquilo que sabemos, ou seja, que Jesus venceu o mundo (Jo 16.33b), e que de fato somos filhos de Deus. Essa é a fé que remove montanhas!

Como seria bom se compreendêssemos hoje o que significa de maneira bem prática nos contentarmos com a fé simples como um grão de mostarda. Então muitos de nós mudariam totalmente sua vida espiritual teimosa e pouco inteligente! Que de uma vez por todas reconhecêssemos que o caminho da fé é simples; que não se trata de fazer grandes esforços espirituais, mas simplesmente de confiar naquilo que nos é oferecido em Cristo!
Grandes resultados da fé como um grão de mostarda



Em Isaías 42.3 está escrito: "Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega". Essa é uma profecia messiânica que é confirmada no Novo Testamento (Mt.12.20) de maneira direta em relação a Jesus Cristo, e por isso já se tornou grande fortalecimento para muitos filhos de Deus. Essas palavras também são uma figura de uma pessoa que possui fé como um grão de mostarda. Pois a cana quebrada ainda não foi esmagada, está apenas quase partida, e uma torcida que fumega ainda não está totalmente apagada. Nesse sentido essas palavras apontam para a fé mais pequena possível que uma pessoa pode possuir, fé como a de um grão de mostarda.

O que vimos no caso do grão de mostarda? Que ele não tem quase nada a oferecer, mas oferece tudo o que tem, e por meio disso experimenta grandes resultados!

Meu irmão, minha irmã, você compreende o que o Senhor quer lhe dizer com isso? Talvez você leia esta mensagem com o estado interior de uma "cana quebrada" ou de uma "torcida que fumega". Você se sente interiormente fraco e miserável, e em seu interior só resta uma fé ínfima, do tamanho de um grão de mostarda? Você se sente assim porque diante de sua alma se amontoam grandes montanhas de angústias, preocupações e problemas. Mas agora escute bem: o fato de você se sentir como uma "cana quebrada" ou uma "torcida que fumega" prova que em você ainda existe algo. Pois uma cana quebrada ainda não está amassada, e uma torcida que fumega ainda não está apagada. Apesar de todos os montes de dificuldades que talvez neste momento existam à sua frente, você ainda tem uma centelha de fé. E é justamente isso que você tem que ativar agora, pois Jesus diz: "Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível". Todos estes montes, problemas e dificuldades podem ser "lançados no mar" se você ativar e aplicar sua pequena fé, embora ela seja como um grão de mostarda. Em outras palavras, isso acontece se você simplesmente vier agora a Jesus como você é. Ele não "esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega". Pelo contrário, no Salmo 34.18 está escrito: "Perto está o Senhor dos que têm coração quebrantado e salva os de espírito oprimido". Uma coisa, porém, você precisa fazer: você – "a cana quebrada" e "a torcida que fumega " – tem que buscar a Jesus como você é. Assim você torna ativa a sua fé como um grão de mostarda. E por meio disso você terá condições de "lançar no mar" todos os montes, preocupações e problemas. Incentivo você a vir ainda hoje, agora, a Jesus com o pouco que você tem – com sua fé como um grão de mostarda. Assim o Senhor poderá lhe encontrar de maneira totalmente nova, e fazer transbordar sua vida como talvez nunca aconteceu antes!

Nesse contexto, façamo-nos a pergunta:
Como aconteceu a alimentação dos cinco mil?



Para poder alimentar os milhares de ouvintes, os discípulos já haviam projetado um plano "muito bom": "Ao cair da tarde, vieram os discípulos a Jesus e lhe disseram: O lugar é deserto, e já vai adiantada a hora; despede, pois, as multidões para que, indo pelas aldeias, comprem para si o que comer" (Mt 14.15). O Senhor, porém, não havia esperado por uma proposta dessas, mas por outra bem diferente. Ele não necessitava dos estoques de gêneros alimentícios dos arredores para poder alimentar as milhares de pessoas. Ele procurou por alguém que tivesse fé como um grão de mostarda. Ele necessitava de uma pessoa que possuísse pouco, mas que estivesse disposta a dar ao Senhor o pouco que possuía. Por meio disso, Ele seria capaz de realizar uma grande obra.

E de fato estava presente "um rapaz" que, como está escrito em João 6.9, tinha "cinco pães de cevada e dois peixinhos", e que estava disposto a Lhe entregar esse pouco! E o que fez o Senhor com isso? "Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os entre eles; e também igualmente os peixes, quanto queriam" (v. 11). Dessa maneira o Senhor Jesus Cristo alimentou cinco mil homens além das suas mulheres e crianças com cinco pães de cevada e dois peixinhos. Entendamos corretamente: Ele somente realizou esse milagre porque estava presente alguém – justamente esse rapaz – que demonstrou a fé como um grão de mostarda, entregando ao Senhor o pouco que possuía. Que montanhas de problemas e receios foram afastados dos discípulos e ao mesmo tempo lançados no mar! Eles viam montes enormes diante de si, pois como seria possível alimentar um número tão grande de pessoas? Eles também já haviam se preocupado em como poderiam afastar estes "montes". Mas Jesus não necessitava de nada disso. Ele apenas procurou a fé como um grão de mostarda que acabou encontrando nesse rapaz. Dessa maneira todos os montes de dificuldades e impossibilidades "foram lançados no mar".

Meu irmão e minha irmã, seja, ainda hoje, como esse rapaz: consagre ao Senhor o pouco que tem. Traga ao Senhor a sua fé como um grão de mostarda, e Ele virá ao seu encontro de maneira totalmente nova. Entregando o pouco de fé que você possui, Ele terá condições de "lançar no mar" as montanhas de sua vida, suas dificuldades e preocupações! Portanto, não é o tamanho de nossa fé que faz a diferença, mas a fé como um grão de mostarda num grande Deus! 

(Marcel Malgo – http://www.chamada.com.br)

terça-feira, 11 de junho de 2013

O Grito da Solidão.






Amanhã, dia 12 de junho, pelo menos no Brasil é o “Dia dos
Namorados”.
Muitos vão se encontrar, festejar, comemorar. Mais um ano
em namoro, ou já casado. Para alguns será o primeiro Dia dos
Namorados juntos... Mas, para outros, será um dia não para comemorar,
mas, para lamentar, muitas vezes em silêncio, sem demonstrar, a
solidão que sentem por não terem “alguém” especial ao seu lado.


“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" 
Mateus 27.46.
Para os que tiveram de suportá-lo, o verão de 1980 em Miami não foi
nada agradável. O calor da Flórida escaldava a cidade durante o dia e
a assava à noite. Tumultos, saques e tensão racial ameaçavam romper
os nervos desgastados das pessoas. Tudo subia: o desemprego, a
inflação, o índice de criminalidade e especialmente o termômetro. Em
meio a tudo isso, um repórter do Miami Herald conseguiu uma história
que deixou toda a Costa do Ouro sem fôlego. Foi a história de Judith
Bucknell. Atraente, jovem, bem-sucedida e morta.

Judith Bucknell foi o crime número cento e seis nesse ano. Ela foi
assassinada numa noite quente, a nove de junho. Idade: 38 anos. Peso:
45 kg. Esfaqueada sete vezes. Estrangulada.

Ela mantinha um diário. Se não fizesse isso, talvez a sua memória
fosse sepultada com o seu corpo. Mas o diário existe; um epitáfio
penoso de uma vida solitária. O correspondente fez este comentário
sobre os seus escritos:

Em seu diário, Judy criou um personagem e uma voz. O personagem é ela
mesma, ansiosa, lutando, cansada; a voz é cheia de desejo. Judith
Bucknell não conseguiu se “conectar”; idade 38, muitos amantes, muito
amor oferecido, nenhum retribuído.

Suas dificuldades não eram incomuns. Ela se preocupava com
envelhecer, engordar, casar-se, ficar grávida e com a passagem do
tempo. Morava na elegante Coconut Grove (que é o lugar onde você mora
quando vive sozinha, mas procura aparentar felicidade).

Judy era o modelo perfeito do ser humano confuso. Metade de sua vida
não passava de fantasia, a outra metade de pesadelo. Bem-sucedida
como secretária, mas uma negação no amor. Seu diário estava repleto
de anotações assim:

Onde estão os homens com as flores, a champanhe e a música? Onde
estão os homens que telefonam e pedem um encontro verdadeiro? Onde
estão os homens que querem compartilhar mais que minha cama, minha
bebida, meu alimento... Eu queria ter em minha vida, uma vez antes
que passe pela vida, o tipo de relacionamento sexual que faz parte de
um contato de afeto.

Ela nunca teve.

Judy não era uma prostituta. Ela não era viciada, nem um caso do
departamento de bem-estar social. Jamais foi presa. Não era repudiada
pela sociedade. Era respeitável. Dava festas. Usava roupas de boa
qualidade e tinha um apartamento que olhava para a baía. E era muito
solitária. "Vejo as pessoas em grupo e fico com tanta inveja que
quase desmaio. E eu? E eu?" Embora rodeada de gente, se achava numa
ilha. Apesar de ter muitos conhecidos, possuía poucos amigos. Embora
tivesse muitos amantes (59 em cinqüenta e seis meses), tinha pouco
amor.

 “Quem vai amar Judy Bucknell?" o diário continua. "Sinto-me tão
velha. Mal amada. Indesejada. Abandonada. Usada. Quero chorar e
dormir para sempre.”

Uma mensagem clara transparecia de suas palavras doloridas. Embora
seu corpo morresse a nove de junho, ferido de faca, seu coração morrera
muito antes... de solidão.

 “Estou sozinha", escreveu ela, "e quero compartilhar alguma coisa com
alguém.”

Solidão.

É um grito. Um gemido, um lamento. E um suspiro cuja origem está nos
recessos de nossas almas.

Você pode ouvi-lo? A criança abandonada. Os divorciados. A casa
silenciosa. A caixa do correio vazia. Os dias longos, as noites mais
longas ainda. Esperar em vão por uma noite. Um aniversário esquecido.
Um telefone silencioso.

Gritos de solidão. Ouça de novo. Desligue o barulho do trânsito e da
TV. O grito ali está. Nossas cidades estão repletas de Judy
Bucknells. Você pode ouvir seus gritos. Pode ouvi-los nas
enfermarias, entre os suspiros e os pés se arrastando. Pode ouvi-los
nas prisões entre os gemidos de vergonha e os apelos por
misericórdia. Pode ouvi-los se andar pelas ruas bem tratadas, entre
as ambições fracassadas. Procure ouvir nos corredores de nossas
escolas, onde a pressão dos colegas separa os ricos dos pobres.

Este lamento em nota menor conhece todos os escalões da sociedade.
Desde cima até embaixo. Desde os fracassos até os que têm fama. Desde
os pobres até os ricos. Dos casados aos solteiros. Judy Bucknell não
estava só.

Muitos de vocês foram poupados deste grito cruel. É claro que tiveram
saudade de casa ou ficaram perturbados uma ou duas vezes. Mas,
desespero? Longe disso. Suicídio? De modo algum. Fique contente
porque ele não bateu à sua porta. Ore para que isso jamais aconteça.
Se não tiver travado ainda esta batalha, deve continuar lendo se
desejar, mas estou na verdade escrevendo para outra pessoa.

Estou escrevendo para aqueles que conhecem este grito de primeira
mão. Para aqueles de vocês cujos dias estão cheios de corações
partidos e noites compridas. Para aqueles que podem encontrar um
indivíduo solitário simplesmente olhando no espelho.

Para vocês, a solidão é um estilo de vida. As noites de insônia. O
leito solitário. A desconfiança. O medo do amanhã. A mágoa sem fim.

Quando começou? Na sua infância? Por ocasião do divórcio? Ao
aposentar-se? No cemitério? Quando os filhos saíram de casa?

Talvez você, como Judy Bucknell, enganou todo mundo. Ninguém sabe que
é solitário. Por fora a embalagem é perfeita. Seu sorriso é rápido.
Seu emprego é estável. Suas roupas são finas. Sua cintura é delgada.
Sua agenda está cheia. Seu andar é enérgico. Sua conversa
impressiona. Mas quando se olha no espelho, não engana ninguém.
Quando está sozinho, a duplicidade acaba e surge o sofrimento.

Ou talvez você tente esconder as coisas. Quem sabe foi sempre aquele
que olha de fora do círculo e todos sabem. A sua conversa é um pouco
desajeitada. Sua companhia poucas vezes solicitada. Suas roupas são
desgraciosas. Sua aparência comum. Ziggy é seu herói e Charlie Brown
seu mentor.

Estou atingindo o alvo? Se estou, se você concordou com a cabeça ou
suspirou de compreensão, tenho uma mensagem importante para você.

O grito mais doloroso de solidão na história não veio de um
prisioneiro, de uma viúva ou de um doente. Mas veio de uma colina, de
uma cruz, de um Messias.

 “Deus meu, Deus meu!" ele gritou, "Por que me desamparaste?" (Mat
27h46min)

Jamais as palavras contiveram tanta dor. Jamais alguém sentiu tanta
solidão.

A multidão se cala quando o sacerdote recebe o bode; o bode puro,
imaculado. Em sombria cerimônia ele coloca as mãos sobre o animal
jovem. Enquanto o povo assiste, o sacerdote faz a sua proclamação.
 “Os pecados do povo estejam sobre ti." O animal inocente recebe os
pecados dos israelitas. Toda a cobiça, adultério e engano são
transferidos dos pecadores para esse bode, esse bode expiatório.

Ele é levado então até as extremidades do deserto e ali libertado.
Banido. O pecado precisa ser purificado e o bode expiatório é assim
abandonado. "Corra, bode! Corra!”
O povo fica aliviado.
O Senhor foi apaziguado.
O portador do pecado está só. (Lev 16:22)

Agora, no Lugar da Caveira, o portador se acha de novo sozinho. Cada
mentira contada, cada objeto cobiçado, cada promessa quebrada pesa
sobre seus ombros. Ele foi feito pecado.

Deus se afasta. "Corra, bode! Corra!”

O desespero é mais escuro que o céu. Os dois que eram um são agora
dois. Jesus, que estivera com Deus na eternidade, se encontra só. O
Cristo, que era uma expressão de Deus, foi abandonado. A Trindade se
destroçou. A Divindade se dividiu. A união foi dissolvida.

Isso é mais do que Jesus pode suportar. Ele agüentou os açoites e
permaneceu firme frente aos falsos julgamentos. Ele observou em
silêncio a fuga dos entes queridos. Ele não revidou quando insultos
lhe foram atirados nem gritou quando os pregos penetraram em seus
pulsos.

Mas quando Deus voltou a cabeça, foi demais.

 “Deus meu!" O lamento saiu de lábios ressequidos. O coração santo se
partiu. O portador do pecado grita ao vagar pelo deserto eterno. Do
silêncio do céu se ouvem as palavras gritadas por todos os que andam
pelo deserto da solidão. "Por quê? Por que você me abandonou?”

Não posso compreender. Sinceramente não consigo. Por que Jesus fez
isso? Oh, eu sei, eu sei. Ouvi as respostas oficiais. "Para
satisfazer a velha lei." "Para cumprir a profecia." E essas respostas
estão certas. Mas há algo mais em tudo isso. Algo que fala de
compaixão. Algo ansioso. Algo pessoal.

O que será?

Posso estar errado, mas continuo pensando no diário.
"Sinto-me abandonada", escreveu ela. "Quem vai amar Judith Bucknell?"
 E fico pensando nos pais da criança morta.
Ou no amigo ao lado do leito de hospital.
Ou dos idosos no abrigo de velhos.
 Ou dos órfãos.
Ou na enfermaria de cancerosos.

Fico pensando em todos que olham em desespero para os céus sombrios e
clamam: "Por quê?"

E imagino a Ele. Imagino quando ficou à escuta. Penso em seus olhos
se embaciando e a mão ferida afastando uma lágrima.
 Embora
a pergunta possa congelar-se penosamente no ar, Ele que também ficou
certa vez sozinho, COMPREENDE.
Max Lucado.

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